Mãos com luvas azuis segurando uma noz inteira e outra partida ao meio, ilustrando o conceito de saúde masculina.

Repor testosterona e preservar fertilidade: é possível?

Sim, é possível repor testosterona sem causar infertilidade, mas esse processo exige cuidados especiais e acompanhamento médico. Quando a testosterona é baixa, pode ser necessário fazer reposição, especialmente em casos de hipogonadismo (quando o corpo não produz testosterona suficiente). No entanto, é essencial considerar os métodos de reposição que não impactem negativamente a fertilidade.

1. Tratamento com HCG (gonadotrofina coriônica humana)

  • O HCG é um hormônio que pode ser usado para estimular os testículos a produzir testosterona de forma natural, sem interferir na produção de esperma.
  • O HCG atua de maneira semelhante à hormona luteinizante (LH), que é responsável por sinalizar aos testículos para produzir testosterona e esperma.
  • Esse tratamento é frequentemente utilizado em homens que têm baixa testosterona devido a problemas no eixo hipotálamo-hipófise-gônadas (HPT), sem comprometer a fertilidade, pois mantém a produção de esperma.

2. Uso de Clomifeno

  • O clomifeno é um medicamento normalmente utilizado para tratar a infertilidade feminina, mas também pode ser prescrito para homens com baixa testosterona. Ele atua no sistema hormonal, aumentando a produção de testosterona pelo organismo sem afetar diretamente a produção de esperma.

O clomifeno age bloqueando os receptores de estrogênio no cérebro, o que estimula o aumento da produção de hormônios como LH e FSH (hormônio folículo-estimulante), que por sua vez estimula os testículos a produzir mais testosterona.

3. Uso de Anastrozol

  • O uso de anastrozol para aumentar os níveis de testosterona é baseado na ideia de que, ao inibir a aromatase, o nível de estrogênio no corpo diminui, o que pode sinalizar ao corpo para aumentar a produção de testosterona endógena (natural).

Mecanismo de ação: nos homens, a aromatase está presente principalmente nos testículos e em outros tecidos periféricos, e é responsável por converter testosterona em estrogênio. Ao bloquear essa conversão, o anastrozol aumenta a quantidade de testosterona disponível no organismo, já que menos testosterona é transformada em estrogênio.

4. Reposição de testosterona com prescrição cuidadosa

  • Embora a terapia com testosterona (via injeções, géis ou adesivos) possa ser eficaz para corrigir níveis baixos de testosterona, ela deve ser usada com cautela, especialmente em homens que desejam manter a fertilidade.
  • O uso de testosterona exógena pode inibir a produção natural de esperma e diminuir a contagem de espermatozoides, o que pode levar à infertilidade em longo prazo. Por isso, a terapia com testosterona não é recomendada para homens com desejo de ter filhos.

Para minimizar o risco de infertilidade, alguns médicos combinam a reposição de testosterona com o uso de HCG ou clomifeno, ou sugerem uma abordagem temporária, interrompendo o tratamento de testosterona em momentos estratégicos, caso a fertilidade seja uma preocupação.

4. Mudanças no estilo de vida

  • Aumento natural da testosterona: Para alguns homens com níveis baixos de testosterona, o estilo de vida saudável pode ajudar a melhorar os níveis hormonais de forma natural, sem necessidade de reposição artificial:
    • Exercícios físicos regulares, especialmente treinamento de força (musculação), que pode aumentar os níveis de testosterona.
    • Dieta balanceada: Consumir alimentos ricos em nutrientes como zinco, vitamina D, ácidos graxos essenciais e antioxidantes.
    • Redução de estresse: O estresse elevado aumenta os níveis de cortisol, que pode diminuir a testosterona.

Qualidade do sono: Dormir o suficiente (7-9 horas por noite) é fundamental para manter os níveis de testosterona equilibrados.

5. Acompanhamento médico constante

  • O uso de qualquer forma de reposição hormonal deve ser feito sob rigoroso acompanhamento médico, especialmente para homens que desejam manter ou recuperar a fertilidade.
  • O médico pode monitorar a função testicular, os níveis hormonais e a contagem de espermatozoides para ajustar o tratamento conforme necessário e garantir que a fertilidade não seja comprometida.

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